Resumo
Este artigo explica se é possível estornar um Pix já confirmado pela Celcoin e quais caminhos existem quando o pagador envia um Pix por engano, identifica suspeita de fraude ou enfrenta uma duplicidade técnica. O artigo se aplica a clientes Pessoa Física e Pessoa Jurídica da Celcoin que iniciaram a transação Pix e querem recuperar o valor transferido.
É possível estornar um Pix já confirmado na Celcoin?
Não, a Celcoin não realiza estorno automático de Pix já confirmado e liquidado. Devido à natureza instantânea do Pix, uma vez que a transação é confirmada, o valor é transferido para a conta de destino em segundos. A Celcoin, assim como qualquer outra instituição financeira, não tem autonomia para retirar o dinheiro da conta do recebedor sem o consentimento do próprio recebedor ou sem uma ordem judicial.
Existem três caminhos possíveis de recuperação do valor, e cada caminho depende do motivo pelo qual o Pix foi enviado de forma indevida. As três situações estão descritas a seguir.
Caminho 1 — Pix enviado por erro de digitação ou engano (sem suspeita de fraude)
Quando o pagador envia o Pix para a pessoa errada por engano (digitou a chave Pix errada, escolheu o contato errado, confundiu o destinatário), a Celcoin não consegue forçar a devolução. A solução é negociar a devolução diretamente com o recebedor:
- Identificar o recebedor pelo comprovante do Pix: o comprovante mostra o nome e parte do CPF/CNPJ do recebedor. Esses dados ajudam o pagador a confirmar quem recebeu o valor.
- Tentar contato direto quando a chave Pix permite: se a chave Pix usada foi um e-mail ou um número de telefone celular, o pagador pode tentar contato direto com o recebedor por esses meios para solicitar a devolução.
- Solicitar a devolução voluntária do recebedor: o recebedor pode devolver o valor por meio de um novo Pix para o pagador, na função "Devolução" disponível no app ou painel da instituição dele.
A Celcoin não atua como intermediária dessa negociação quando não há indício de fraude.
Caminho 2 — Pix enviado em situação de fraude ou golpe (MED — Mecanismo Especial de Devolução)
Quando o pagador percebe que foi vítima de fraude ou golpe (ex.: golpe do falso boleto, golpe do falso suporte, perfil falso em rede social, sequestro de WhatsApp), o pagador deve acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED), regulamentado pelo Banco Central.
Fluxo do MED na Celcoin:
- O pagador deve abrir uma reclamação formal na Celcoin (instituição de origem) em até 80 dias corridos contados a partir da data do Pix.
- A Celcoin registra o pedido junto ao Banco Central e notifica a instituição do recebedor.
- A instituição do recebedor bloqueia o saldo da conta do recebedor (quando existe saldo disponível) e analisa o caso.
- A devolução ao pagador depende da existência de saldo na conta do recebedor no momento do bloqueio. Se o golpista já tiver movimentado o valor, a devolução pode ser parcial ou não ocorrer.
O MED não garante o ressarcimento; o MED é o procedimento oficial de tentativa de devolução em casos de fraude.
Caminho 3 — Pix enviado em duplicidade por falha técnica
Quando o pagador identifica que o mesmo Pix foi enviado duas vezes por uma falha sistêmica (cobrança duplicada na conta, dois IDs de transação para a mesma operação), a Celcoin trata o caso como erro técnico. O pagador deve:
- Entrar em contato com o Suporte Técnico da Celcoin imediatamente.
- Informar os IDs das transações duplicadas (End to End ID) para que a equipe técnica analise os logs e confirme a duplicidade.
- Aguardar a análise da Celcoin, que pode resultar em devolução pelo próprio fluxo técnico quando a duplicidade for confirmada.
💡 Dica de Segurança:
Para evitar a maior parte dos casos descritos neste artigo, a Celcoin recomenda que o pagador, antes de digitar a senha no app/painel ou antes de autorizar o envio pela API:
- Confira o nome do recebedor exibido na tela de confirmação.
- Confira a instituição financeira do recebedor.
- Confira o valor e a chave Pix de destino.
Depois da confirmação ("OK" no app, ou autorização na API), o processo de recuperação do valor passa a ser administrativo e depende da boa-fé do recebedor, da regulamentação do MED ou da análise técnica em caso de duplicidade.
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